domingo, 19 de março de 2017

Tudo novo de novo

O choro secou. 
Um outono doce impera com seu aconchego de amor e lucidez, suaves.

E esse abraço aveludado que chegou repentinamente, num calorzinho de cuidados e curas.
Não restam mais feridas.

A dor perdeu seu lugar na minha rotina e foi procurar outros rumos. 
Tenho novos sonhos e um sono novo e profundo.

Suavemente tudo mudou de ritmo e celebrei o tempo de cada novo passo.
A princípio tive tanta ansiedade, porque tudo parecia um turbilhão,
mas de que adianta tentar pular aprendizados?

Se é de poesia que o poeta precisa, vamos a ela e não mais à repetição de uma melancolia eterna e bem aprimorada. 
Chuva e sol, calor e frio: 
eis o equilíbrio da vida. 

Se eu nasci com o sorriso mais largo do mundo, 
não vou entristecer o meu olhar nem anestesiar minha alegria. O choro secou. 
Já era tempo de prestar mais atenção em outras cores, 
promover como prediletas outras flores e entrar no mar sem medo,
furando a onda com respeito e repetindo a cena com entrega e confiança. 

Nada ficou fragmentado. 
Saí inteira e o amor em mim transborda: 
pele aceitando carícia, olhar brilhando com a menor das delícias.

O toque é novo e a respiração tranqüila.
Às vezes ainda ofego um pouco, mas quem disse que artista nasceu para sentir pouco?

Importante agora é que o choro secou. Antes o meu pranto era cego.
Tive que olhar longamente no espelho pra saber o que ainda poderia resgatar de mim.

Não quis nada do que restou, quis o meu sorriso novo,
minhas portas abertas e a vontade de saltar novamente no desconhecido.
E hoje eu só choro se for de alegria.
Marla de Queiroz.

.. Força, fé, saúde, coragem e Deus. Obrigada pela sua gentil visita e comentário..
Agradeço a você por continuar me visitando.
Eu vou voltar creio em Deus.
Sempre ele é maior que tudo.
 
TOPO
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